domingo, 29 de maio de 2011

Dança dos congos

A dança-dos-congos é citada por Guilherme de Mello como: “... se apresentam os ourives em forma de embaixada”, sem maiores detalhes.

Não se tem pormenores sobre a dança dos congos ou reisados dos congos na Bahia. Mas, sabe-se que, em 6 de junho de 1760, foi apresentada a dança dos congos no Paço do Conselho da cidade de Salvador, festejando-se o casamento da princesa real, D. Maria I, com D. Pedro III. O reinado do Congo se compunha, então, de mais de 80 máscaras, com fardas ornamentadas de ouro e diamantes.

As representações do Congo eram comuns em Portugal, durante as comemorações de Nossa Senhora do Porto. Na Bahia, atualmente, existe apenas o congo na cidade de Juazeiro, com adaptações que o afastam do formato tradicional, entoando cânticos em louvor à Virgem do Rosário, durante as suas comemorações, no último domingo do mês de outubro.

Fontes: http://carnaxe.com.br/dic/t/ternosdereis.htm; Enciclopédia da Música Brasileira.

Dança dos carijós

Frei Manuel
A dança-dos-carijós é uma dança que fazia parte da procissão realizada por ocasião dos festejos comemorativos da chegada à cidade de Mariana MG do primeiro bispo de Minas Gerais, d. Frei Manuel da Cruz, em 1748.

Era executada por onze mulatos jovens, nus da cintura para cima, com plumas cinzentas caídas até os joelhos, como se fossem uma saia; em torno da cabeça tinham penachos das mesmas plumas e outros ornamentos de papel pintado e lata retorcida; nos braços e pernas levavam fitas amarradas, lascas de madeira e guizos; nas mãos, arcos usados como instrumentos de percussão (preaca).

Ao som de tamboril, flautas e pífaros pastoris, tocados por mulatos mais velhos, cantavam toadas, ao mesmo tempo em que enredavam os arcos.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

Balainha

A balainha é uma dança da região litorânea dos Estados do Paraná e de Santa Catarina. É citada com o nome dança-do-balainho, sem descrição, pelo folclorista Rossini Tavares de Lima.

Conhecida também com o nome de "arcos floridos" ou "jardineira", é desenvolvida com os pares de dançantes, cada um deles, sustentando um arco florido. 

No início, os pares em fileiras fazem movimento ondulante passando, ora por cima, ora por baixo dos arcos dos demais pares; formam depois grupos de quatro pares que, em círculo, intercruzam seus arcos no alto, armando assim as “balainhas”.

Ao final desmancham as “balainhas” e retornam à posição inicial, com movimentos sincronizados e sequenciais.



Fontes: Danças Folclóricas Brasileiras - Sul - Cantaiada e Poemia; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.