Mostrando postagens com marcador parana. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador parana. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 12 de julho de 2011

Nhô-chico

Fandango do litoral do Paraná
O nhô-chico é uma das danças do fandango, popular no litoral do Paraná, tida como originária da marinha paranaense.

Formados em roda, os pares volteiam e sapateiam ao som de violas e do canto dos violeiros. A assistência acompanha a dança com meneios e trejeitos do corpo.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Jardineira

A balainha do Paraná.
A jardineira é uma dança popular na região litorânea dos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Pode ser dançada isoladamente ou antecedendo o pau-de-fita ou um auto.

Desfilando em formação de meia-lua, os pares, cantando, fazem o granchê ou garranchê (do francês grande chaîne, “grande cadeia”). Depois volteiam e começam a agitar arcos flexíveis de madeira, enfeitados de flores artificiais.

A percussão é feita com pratos de zinco. Ao bailado preside um menino fantasiado de Cupido (deus latino do amor), instalado numa cadeira de espaldar.

A dança realiza- se no Carnaval, nas festas do Divino Espírito Santo (domingo de Pentecostes), em junho ou no Natal. Também conhecida como balainha (Paraná), dança-de-cupido (Santa Catarina) e arco-das-flores ou arco-de-flores (Rio Grande do Sul).

A representação da fertilidade

A Balainha, Arco de flores, Arco Florido, Dança do Cupido ou, ainda, Jardineira − como é conhecida − é uma dança que tem origem em várias simbologias, referindo-se, muitas vezes, à beleza das flores e à representação da fertilidade; assim, os nomes sempre remetem à expectativa da colheita de bons frutos vindos de uma boa florada.

domingo, 29 de maio de 2011

Balainha

A balainha é uma dança da região litorânea dos Estados do Paraná e de Santa Catarina. É citada com o nome dança-do-balainho, sem descrição, pelo folclorista Rossini Tavares de Lima.

Conhecida também com o nome de "arcos floridos" ou "jardineira", é desenvolvida com os pares de dançantes, cada um deles, sustentando um arco florido. 

No início, os pares em fileiras fazem movimento ondulante passando, ora por cima, ora por baixo dos arcos dos demais pares; formam depois grupos de quatro pares que, em círculo, intercruzam seus arcos no alto, armando assim as “balainhas”.

Ao final desmancham as “balainhas” e retornam à posição inicial, com movimentos sincronizados e sequenciais.



Fontes: Danças Folclóricas Brasileiras - Sul - Cantaiada e Poemia; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Curitibano

O curitibano é uma dança de roda do fandango, registrada em Campo Largo, Paraná. Dela participam jovens solteiros. Há quadrinhas cantadas com declarações de amor, despeitos e ciúmes.
Forma-se uma roda de pares sem número determinado e iniciam-se os movimentos numa espécie de requebrado, ao ritmo da música tocada em gaita. Um dos pares é escolhido para começar o prélio poético e dá uma volta, dançando em torno da roda e separando-se em seguida. O rapaz tira então um verso numa toada piegas, que é respondido pela moça.

Depois, o par volta a enlaçar-se e vai dançando até o lugar da roda de onde saiu. E imediatamente substituído por outro par, que repete a encenação. A dança só termina quando todos os pares tiverem cantado.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

terça-feira, 1 de março de 2011

Anu

Anu - Dança batida e valsada do fandango gaúcho, igualmente assinalada em São Paulo e no Paraná. É também dança de marcação, como a quadrilha. Formada a roda, comanda o marcante: “roda grande!”, e os figurantes se dão as mãos; “tudo cerra!”, e eles, de mãos dadas, começam a sapatear; e assim por diante. Ao fim de tudo, canta o tocador de viola.

Segundo a "Página do Gaúcho", o Anu é uma dança típica do fandango gaúcho e divide-se em duas partes totalmente distintas: uma para ser cantada, e outra para ser sapateada. Aproxima-se bastante da "Quero-Mana", principalmente pelo passeio cerimonioso que os pares realizam.

O período que o "Anu" gozou de maior popularidade, no Rio Grande do Sul, foi em meados do século passado. A partir daí - tal como ocorreu com as demais danças de fandango - foi cedendo lugar às danças de conjunto que surgiam, ou se amoldou às características desta nova geração coreográfica: daí haverem surgido variantes como o "anu de cadena", com nítida influência das danças platinas sob comando.

Em princípios deste século já estava em desuso na campanha rio-grandense, permanecendo vestígios, entretanto, nos bailes dos mais afastados rincões da Serra Geral.