quarta-feira, 6 de julho de 2011

Ingono

O ingono é um grande atabaque, cujo nome é derivado de ngomba (tambor dos negros conguenses), ou angoma (tambor dos negros de Luanda).

Utilizado no xango de Pernambuco e em danças populares, como o coco, o zambê e o bambelô. Também chamado engono, ingome, ingomba.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

Incelência

A incelência é uma cantiga fúnebre entoada nos velórios aos pés do morto. Diferencia-se do bendito, pois este é cantado à cabeceira do defunto.

As incelências são entoadas pelas carpideiras, no interior brasileiro, onde ainda persiste o costume de “chorar o defunto”, herdado dos portugueses.

A atividade de carpideira, no Brasil, pode ser espontânea e gratuita, ou recompensada com alimentos, dinheiro ou roupa. Geralmente é executada por velhas, parentes ou não, que provocam as lágrimas da família com frases exaltadas e gesticulaçâo dramática.

São elas as iniciadoras do canto das incelências, entoado com voz sinistra e apavorante. São sabedoras das rezas de defunto votivas. Essas orações e cantos duram até o saimento do enterro.

Além disso, as incelências têm também a função de afastar o perigo de pestes e tempestades, e o poder, segundo crença popular, de despertar no moribundo o horror ao pecado — o que lhe facilita a entrada no céu.

São sempre entoadas por cantadeiras, em uníssono, sem acompanhamento instrumental e com frases rimadas em série de 12: “Uma incelência que Nossa Senhora deu a Nosso Senhor, / Esta incelência é de grande valor / Duas incelências que Nossa Senhora etc.

Há também a incelência da hora: “Já é uma hora que os anjos vieram te ver, / E ele vai, e ele vai também com você. / Já são duas horas que os anjos etc.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

Ilu

O ilu é um grande atabaque utilizado no candomblé da Bahia. Em Pernambuco denomina um pequeno tambor feito de barril, com couro nas duas extremidades. É usado no xangô, percutido com duas baquetas de madeira chamadas birros.

Segundo a Wikipédia, o Ìlubàtá ou Ilu, é o nome pelo qual os atabaques são chamados na nação ketu. É um conjunto de três atabaques. São objetos sagrados e sacralizados por rituais específicos, também consagrado pelos rituais de Sasanha e Ebori.

Também pode ser os atabaques da Nação Xambá de Olinda, PE.

Ilu, é também o nome do toque ou rítmo acelerado tocado para Oyá-Iansan.

Fontes: Wikipédia; Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.