terça-feira, 15 de março de 2011

Batucada

O batuque em SP - Von Martius
Batucada é o nome dado ao ritmo do batuque e também usado como sinônimo deste. É um baile, uma festa, com instrumentos de percussão em que se cantam versos, respondidos pelo coro; não há batucada com instrumentos de corda e de sopro, dizem os mestres do gênero no Rio de Janeiro.
Também pode significar "baile de gente pobre". Nenhuma dança caracteriza a batucada, porque todas são de roda, com um ou dois dançarinos fazendo letras (figuras) no centro.

A origem do bailado é provavelmente africana; mas alguns acham que sejam danças indígenas, documentando-se nos desenhos dos livros de Théodore de Bry (1528—1598) e nas informações dos cronistas coloniais, especialmente Jean de Léry (1534—1611) e Hans Staden (fl. 1547-1556).

Em termos de origem, pode-se dizer que é universal, pois danças com instrumentos de percussão, palmas ou batidas em qualquer superficie, existem por toda parte, e os viajantes as encontraram por todo o mundo.

Popularmente é o nome genérico empregado para identificar o conjunto dos sons produzidos pelos instrumentos de percussão em rodas de batuques (às vezes, por isso chamadas de rodas de batucada).

A partir da década de 1930, quando da profissionalização definitiva dos criadores de música popular urbana (convocados a produzir especialmente para gravação em discos, sob o estímulo de sua divulgação em âmbito nacional pelo rádio), batucada passa a nome de um tipo de samba com ênfase no ritmo vivo e marcado do acompanhamento à base de percussão.

O novo gênero, caracterizado por certo primitivismo em face do tipo de samba mais melódico dirigido ao público de classe média, viria a configurar a projeção, para o cenário da música popular, de diferenças sócio-culturais muito bem expressadas à época nos versos do samba É batucada, de Caninha e Visconde de Bicoíba (gravado no disco Columbia n°22194, em março de 1933): “Samba do morro / não é samba / é batucada / é batucada / é batucada”. 

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

Bate-pé

O bate-pé é uma dança de roda, com sapateado rápido, popular no interior de São Paulo.

Embora sem a graça e o colorido das danças do Nordeste, é um dos divertimentos prediletos do caipira paulista.

É acompanhado de violão, em compasso binário. 

Como coreografia é sinônimo de sapateado e aparece em várias outras danças brasileiras, como as do fandango.



Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora

Bate-pau

O bate-pau é uma dança de roda, do vale do rio das Garças (Mato Grosso). É também uma das mais conhecidas tradições indígenas do Mato Grosso do Sul, que tem origem na comemoração das vitórias nas guerras.
Dois violeiros, no centro da roda, dirigem o folguedo. Os figurantes, agrupados em pares, dispõem cada um de um bastão de madeira, que seguram pelo meio, com as duas mãos. 

Ao som de uma música viva e alegre, cujo compasso cada vez mais se acelera, os participantes defrontam seus pares a uma distância suficiente para que os bastões possam bater uns nos outros, primeiro na altura da cintura.

Depois, gingando ao ritmo da toada, cada um se vira para o vizinho que estava às suas costas e novamente batem os bastões, agora na altura da cabeça. A dança sempre termina entre risos e caçoadas, à medida que os figurantes vão errando os golpes.

O emprego de bastões torna o bate-pau aparentado a outras danças, como o moçambique de São Paulo, o vilão de Santa Catarina, o tum-dum-dum do Pará, o maculelê da Bahia.