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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Macumba

Cena de Macumba - 1955 (Antonio Gomide)
A macumba é um culto fetichista afro-brasileiro com ritual baseado no canto e na dança. A designação é do Rio de Janeiro. A finalidade do culto está na propiciação e invocação de divindades (orixás ou santos), manifestadas através dos iniciados, na maioria mulheres.

Os pontos são cantos especiais entoados para chamar e saudar as entidades sobrenaturais, que se apossam dos iniciados durante a cerimônia. A música e a dança são os principais fatores dos fenômenos de possessão verificados no culto.

Mário de Andrade fornece detalhada explicação sobre como atua a música de macumba: 

Macumba (2)

Macumba é um instrumento folclórico de percussão de origem africana, de princípio idêntico ao do reco-reco.

Melo Morais Filho assinalou-o em 1748, durante a coroação de um rei negro no Rio de Janeiro, referindo-se ao “som de rapa das macumbas em grande número”.

Como é freqüente, no Brasil, dança e instrumento acompanhador terem o mesmo nome, é possivel que no culto religioso homônimo se tenha utilizado do instrumento, daí nascendo seu nome. 

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.



quinta-feira, 7 de julho de 2011

Jeguedé (2)

O jeguedé (ou jeguedê) é uma dança que foi ou é popular no Sul do Brasil, executada ao som do instrumento homônimo.

Semelhante ao bambelô, é de cunho ginástico, individual (ainda que dançada com muitos outros companheiros) e cheia de improvisações. É também dança religiosa que, como o alujá, é parte importante do candomblé e da macumba.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

terça-feira, 29 de março de 2011

Calundu

O calundu é um termo, caído em desuso, que até meados do século XVIII era sinônimo de candomblé ou macumba. Também significa mal-humor.
Segundo o Dicionário Aurélio, a palavra "calundu" tem origem angolana e vem da palavra kilundu, que é um ente sobrenatural que dirige os destinos humanos entrando no corpo de uma pessoa, a torna triste, nostálgica, mal-humorada:

"...o tédio, a amargura, os choros sem motivo, os calundus, os chiliques” (Jorge Amado, Teresa Batista Cansada de Guerra, p. 156); “...deu palmada de acalmar calundu nas costas de mana Chica” (Jorge Macedo, Gente de Meu Bairro, p. 89).