domingo, 10 de abril de 2011

Canto dos carregadores de piano

Grupo de “carregadores de piano” - 18/fev/1938 - Recife (PE) - Fotógrafo: Luis Saia
O canto-dos-carregadores-de-piano, muito comum no Recife PE, era puxado por um solista e respondido pelo coro (os outros carregadores).  ouvir ouvir ouvir ouvir
Havia ainda os cantos de colheita do arroz e do cacau; os de socar pilão e os de peneirar café; os cantos de engenho, entoados pelos escravos negros durante a moagem da cana etc.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira; http://www.sescsp.org.br/sesc/hotsites/missao/fotos_frameset.html.

Cantos de trabalho

Os cantos de trabalho são cantigas que acompanhavam o trabalho, regulando e coordenando os movimentos do corpo.
Há no Brasil grande variedade de cantos de trabalho, remontando a maioria ao período colonial, quando a mão-de-obra escrava foi amplamente empregada na lavoura, na mineração e na cidade.

Hoje, parte considerável desses cantos se encontra extinta, dado o processo de modernização. Em geral trata-se de expressões musicais primária e simples, constituídas por onomatopéias como ei!, ai!, ó!, hum! — interjeições de estímulo e reforço.

Cantos de bebida

Os cantos de bebida são canções profanas, espirituosas ou maliciosas, entoadas em grupo durante festas, casamentos, batizados etc., com a finalidade de comprovar a resistência dos participantes às bebidas alcoólicas.

Afora o costume do Vira-vira (“primeira bateria / vira, vira, vira / vira, vira, vira / virou!”, cantam os participantes a cada copo virado de um só trago), não se registram no Brasil legítimos cantos populares de bebida.

Isso se explica pelo fato de a bebida nunca ter assumido no país conotações de diversão socializada ou lazer organizado.