quarta-feira, 20 de julho de 2011

Marchinhas carnavalescas


O samba, gênero musical que data bem antes de 1916, ano da gravação de Pelo telefone, de Donga, passou a ser sinônimo de Brasil. Mas na disputa entre os dois gêneros, o samba e a marchinha, durante bom tempo, ao menos na época do carnaval, o segundo reinou soberano nos salões de baile.

Por isso, contar a história das marchinhas é, de certa forma, narrar a história do Carnaval. Por baixo do pó-de-arroz, as marchinhas faziam sucesso desde os primeiros anos do século. Espécie de embrião das escolas de samba, os cordões de foliões agitavam as ruas do Rio de Janeiro. E nas  festas, eles cantavam e tocavam marchinhas.

Marcha

A marcha, também chamada de marchinha, por sugestão do tom alegre e brejeiro e o ritmo vivo com que é composta para os foliões dos blocos de rua ou cordões de salão, é música de compasso binário, com marcação acentuada do tempo forte, para facilitar as passadas dos carnavalescos, que realmente marcham ao acompanharem seu ritmo.

lnicialmente calmas e bucólicas, quando presas a sua raiz de canto e dança de cordões e ranchos folclóricos do ciclo de Natal, as marchas tiveram seu andamento acelerado a partir da segunda década do séc. XX, por influência da música comercial norte-americana da era das jazz-bands.

Como exemplo do primeiro tipo de marcha, figura a composição intitulada Ò abre alas, composta em 1899 por Chiquinha Gonzaga, considerada, em termos históricos, a primeira marcha feita especialmente pare o Carnaval; como exemplo do segundo estilo, as marchinhas carnavalescas do pianista e compositor José Francisco de Freitas, o popular Freitinhas, como Eu vi Lili e Zizinha, de 1926.

A marcha destinada expressamente ao Carnaval só começou a ser produzida com regularidade por compositores profissionais da era do disco a partir do sucesso das músicas Pé de anjo, de José Barbosa da Silva, o Sinhô, em 1920, e Ai amor, de Freire Júnior, em 1921.

Caracterizadas pelo andamento vivo e por letras sobre temas da atualidade, explorados de maneira maliciosa (por vezes com segundo sentido) ou irônica, as marchas carnavalescas passaram — pela leveza desse seu tom brejeiro — a ser chamadas a partir da década de 1930 mais comumente de marchinhas.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

Marca

Marca são diversas posições dos pares de uma dança coletiva ou cada uma das seqüências de passos executados.

O termo foi usado em antigas danças coletivas de salão, como a quadrilha, os lanceiros etc. A palavra é encontrável também, com o mesmo sentido, em várias danças folclóricas, como as do fandango.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.