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sábado, 30 de julho de 2011

Mono

O mono é uma dança do fandango de São Paulo. São oito pares dispostos em fileiras fronteiras, alternando-se um homem e uma mulher, em cada fileira, sem se enlaçarem.

Durante o canto, valsando e balanceando, os pares trocam e destrocam de posição.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - São Paulo - 1998 - 2aq. Edição.

Monada

A monada é uma dança do fandango valsado de São Paulo, semelhante ao enfiado.

Foi presenciada por Alceu Maynard Araújo, em 1947, no município de Xiririca (atual Eldorado Paulista) SP.

Supõe-se que a palavra é de origem espanhola, significando “rica”, “preciosa”.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha - São Paulo - 2a. Edição - 1998.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Meia-canha

Postam-se homens e mulheres em círculo a rodar. Sua principal característica é a troca de versos.
A meia-canha é uma dança e canto do fandango do Rio Grande do Sul. De origem ibérica, aí chegou proveniente da região do Prata.

Para a escolha dos participantes, um moço acena com um lenço, convidando uma parceira, que faz o mesmo sinal para outro rapaz, e assim por diante, até que estejam reunidos os pares. Ao som de uma polca forma-se uma roda, e um rapaz vai para o centro, tirando uma das moças. Sempre dançando, a roda gira em sentido contrário ao do par central. Depois de muitas negativas e requebros, o dançarino que está no centro ordena a parada da música e, de frente para sua dama, recita uma quadra que é respondida por ela. Recomeça a música, o par volta a dançar e em seguida a moça leva o rapaz até seu lugar na roda. Convida então outro moço e repetem-se os cantos e danças.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Marrafa

A marrafa é uma dança do fandango de Parati RJ e do litoral paulista (Ubatuba, Cananéia, Itanhaém e llhabela).

São formadas duas rodas concêntricas, ficando as mulheres na interna e os homens na externa. As mulheres movimentam-se no sentido dos ponteiros do relógio, e os homens, ao contrário. A um sinal dos violeiros, os pares se defrontam.

As mulheres praticamente não saem do lugar, limitando-se a dar um passo muito pequeno para a direita. O cavalheiro balanceia com uma dama e depois desloca-se à direita, para balancear com outra. Esse passo é dado exatamente no momento em que o violeiro canta “Quebra na marrafa / quebra na marrafa”. O balanceio é feito sem que os pares se dêem as mãos.

A dança, que dura muito tempo, não tem palmeado nem sapateado. Pelo fato de estarem sempre rodando, os cavalheiros dançam várias vezes com a mesma dama. De vez em quando o violeiro faz uma brincadeira, que consiste em mandar quebrar a marrafa repetidamente.

Mariquita

A mariquita é uma dança do fandango, de existência provável no Rio Grande do Sul.

Não há maiores informações bibliográficas.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Marca

Marca são diversas posições dos pares de uma dança coletiva ou cada uma das seqüências de passos executados.

O termo foi usado em antigas danças coletivas de salão, como a quadrilha, os lanceiros etc. A palavra é encontrável também, com o mesmo sentido, em várias danças folclóricas, como as do fandango.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Mantiquira

A mantiquira é uma dança do fandango rufado de São Paulo. Quando cessa o canto do violeiro, os cavalheiros, num gesto cortês, pegam da mão da dama que se acha à sua retaguarda e, depois, na da que está à sua frente.

Fazem uma cortesia ao novo par e passam para sua frente, sapateando e batendo palmas. O violeiro canta nova quadra e o estribilho, e assim a dança prossegue, alternando-se canto e sapateio.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.

Manjericão

O manjericão é uma dança do fandango valsado de São Paulo. Enlaçados, os pares dão um passo para frente e outro para trás, depois viram, sempre num passo balanceado que lembra um puladinho de lado.

Enquanto cantam o estribilho, os pares dão-se as mãos e fazem uma volta em torno do salão.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira – Art Editora.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Nhaninha

Nhaninha ou nhã-aninha s.f. Dança do fandango paulista, rufado (Itanhaém) ou valsado (Iguape). Enquanto os cavalheiros batem os pés, as damas sarandeiam. Os versos cantados falam de amores apaixonados.

Segundo o site Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (http://www.cnfcp.gov.br/tesauro/00001748.htm) "é uma dança de pares com formação em círculo relacionada entre as danças dos municípios gaúchos, paranaenses, paulistas e fluminenses do litoral.

Na coreografia utiliza o bate-pé intenso dos cavalheiros, enquanto as damas zarandeiam graciosamente. O "zarandeo" das damas e o "passo-une-passo", à semelhança do paso doble, lembram a origem espanhola de muitas danças rio-platenses, praticadas por brasileiros do sul do país, sobretudo gaúchos. Faz parte do baile do fandango."

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora; Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular.

Nhô-chico

Fandango do litoral do Paraná
O nhô-chico é uma das danças do fandango, popular no litoral do Paraná, tida como originária da marinha paranaense.

Formados em roda, os pares volteiam e sapateiam ao som de violas e do canto dos violeiros. A assistência acompanha a dança com meneios e trejeitos do corpo.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

O-velho-fica-e-a-moça-vai

O o-velho-fica-e-a-moça-vai é uma dança do fandango valsado de São Paulo.

Os pares no salão, tem início a dança com o canto dos violeiros, que entoam uma quadrinha qualquer, de cunho tradicional, acrescentando ao fim o estribilho que dá nome à dança: “O velho fica e a moça vai / Caiu no meu braço, ai, ai !”. Cada vez que esse estribilho é cantado, as damas trocam de cavalheiro.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.

Pagará

O pagará é uma dança do fandango de São Paulo e Rio Grande do Sul, onde é cultuada nos centros tradicionalistas.

Destaca-se nela a elegância do ponteio. Também conhecida como pagaré.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

Maçarico

O maçarico é uma dança do fandango sulino. De características açorianas, é dançada por pares dispostos em fileiras, que se defrontam, ao som de uma música alegre e contagiante.

No Rio Grande do Sul, o fandango apresenta um conjunto de vinte e uma danças, com nomes próprios: Rancheiro, Pericom, Maçarico, Pezinho, Balaio, Tirana-do-lenço, Quero-mana, Tatu, etc. O acompanhamento musical é feito pelo acordeão, chamado “gaita”, e pelo violão.

A coreografia recebe nomes também distintos - “Passo de juntar”, “Passo de marcha”, “Passo de recurso”, “Passo de valsa”, “Passo de rancheira”, “Sapateio”, etc.

Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora; Prosa Galponeira: Chora Viola! Por Bruno Grossi.

Macacos

Macacos é uma dança de fandango, remanescente de uma dança lúdica que aparecia como entremeio das danças de salão da nobreza canavieira do Rio de Janeiro.

Existe ainda em Vassouras e no litoral sul desse Estado. Em Parati RJ é dança de roda.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

sábado, 4 de junho de 2011

Feliz-meu-amor

O "feliz-meu-amor" é uma das danças do fandango do Rio Grande do Sul, no século XIX. Não há maiores informações bibliográficas.

O fandango é denominação genérica de antigos bailes campestres, constituidos de danças sapateadas, executadas alternadamente com canções populares, com acompanhamento de viola.

Trata-se de danças portuguesas, alegres e ruidosas, trazidas pelos reinóis ou açorianos, as quais se arraigaram no Rio Grande, tomando feições características do meio.

Hoje essas danças estão quase abandonadas nos bailes populares, sendo praticadas, porém, nos centros de culto às tradições gauchescas, que existem em grande número em todo o território do Estado.

Fontes: Glossário de Expressões Gauchecas; Enciclopédia da Música Brasileira.

Fandango (2)

Barca - Torrelândia, João Pessoa -  PB - 22/5/1938  ouvir  ouvir  ouvir  ouvir  ouvir  ouvir  ouvir
O "fandango" é o nome dado à chegança-de-marujos nos Estados da Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Maranhão, Amazônia, Ceará. É uma dança dramática com enredo tragicômico de uma nau sem rumo. Os personagens são o tenente-general, o capitão-patrão, o imediato, o piloto, o capitão-de-artilharia, o médico, o capelão, o contramestre, o gajeiro, o vassoura e o ração — os dois últimos, personagens cômicos. Melo Morais Filho menciona também um personagem por nome surjão (cirurgião).

Fandango

O "fandango" é a designação de todas as danças de roda adultas em São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, onde significa baile popular, especialmente rural, com predominância do sapateado.
A denominação pode ser aplicada tanto ao baile em que se executam diversas danças, como ao conjunto de danças ou marcas, sendo estas últimas cada um dos trechos que formam uma dança.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Desfeiteira

A desfeiteira é uma denominação dada na Amazônia a uma das danças do fandango, de origem portuguesa e de caráter lúdico e humorístico, uma vez que envolve o pagamento de prendas.

Dançando pelo salão, os pares devem passar em frente à orquestra, formada por violão, cavaquinho, flauta e às vezes trombone. No momento em que cessa a música, o par que ficou em frente da orquestra é obrigado a dizer um verso, sempre improvisado pelo cavalheiro. Não se saindo bem na tarefa, o par é vaiado e deve pagar uma prenda.

Semelhante à graciana, no tocante aos versos, a desfeiteira é, como o vilão, uma dança de entremeio, própria ao descanso. Ainda que os versos se revistam de caráter sincrético em algumas regiões amazônicas, com mistura de português e elementos da língua tupi-guarani, é mais nítida a influência européia na composição e mesmo no arcabouço dos versos, de rimas em ABCB, de ritmo redondilho.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

Dandão

O dandão ou dão-dão é uma dança ou série de figuras coreográficas pertencentes ao fandango do Rio Grande do Sul e São Paulo. De origem açoriana, o dandão é uma espécie de polca dançada ao som de violas.

Os violeiros tocam e cantam, enquanto os dançantes ficam parados. Estes só dançam quando os violeiros param de cantar e apenas tocam as violas.

Há também o dandão-da-bananeira e também o dandãozinho, danças do fandango do litoral do Estado de São Paulo, sem maiores informações bibliográficas.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Chimarrita

A chimarrita é uma dança do fandango do Rio Grande do Sul, de origem portuguesa (Açores e Madeira), já enraizada no Brasil em meados do século XVIII.
Do Rio Grande do Sul essa dança passou a Santa Catarina, Paraná e São Paulo, e às províncias argentinas de Corrientes e Entre Rios.

Em sua forma tradicional é dança de pares em fileiras opostas que utiliza passos de polca e lembra danças tipicamente portuguesas. A coreografia variou com o tempo e passou a incluir passos de valsa, com pares enlaçados.

Em São Paulo foi observada neste século a seguinte coreografia: homens e mulheres, em fileiras frente a frente, batem palmas, acompanhando o violeiro, colocado entre as filas. A seguir, ele entoa uma quadrilha e todos permanecem em silêncio.

Quando começa a entoar o estribilho, os figurantes o acompanham e valsam — cavalheiros tirando damas para dançar ou vice-versa. Concluído o estribilho, recomeçam as palmas, depois vem nova quadra do violeiro e assim sucessivamente.

A dança também é chamada chama-rita ou chamarrita, chimarrete, china-rita, limpa-banco.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.