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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Milindô

Coco de roda - Alagoas
O milindô é uma dança de roda do gênero coco, de pares femininos, provavelmente originária de Alagoas, na espécie de coco-de-roda, é comum no Crato e na região do Cariri CE, onde teria recebido denominação local.

Diferentemente do que ocorre no coco, em que só há um tirador de versos (tirador-de-coco), cada componente do milindô pode tirar versos, de sua própria composição ou de qualquer cantador popular. Os pares dispõem-se em círculo e, durante o estribilho (em coro), soltam-se da roda em movimento e dão uma volta completa. Então os pares podem ser trocados, mas sempre com os vizinhos, para não perturbarem a harmonia do folguedo.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Loa


A loa é uma cantiga de remeiro, composta e executada especialmente pelos canoeiros do baixo São Francisco e lagoas do Norte e Manguaba, no Estado de Alagoas.

Toada de acento doce e melancólico, caracteriza-se por uma forma simples e natural, subordinada quase sempre ao compasso dos remos, onde as palavras entram singelamente, com efeito semelhante ao da barcarola veneziana.

As loas são cantos em louvor de datas ou santos católicos celebrados. A louvação às vezes é em versos improvisados. (Em sentido próprio, a loa é o mesmo que louvor.).

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

sábado, 2 de julho de 2011

Guerreiros

Guerreiros é uma dança dramática ou folguedo de Alagoas. Pode ser considerada versão local do bumba-meu-boi, pois apresenta peças e figuras semelhantes às de uma série de reisados. A isso foi agregado, na parte inicial, um episódio fundado numa tradição ibérica e em reminiscências ameríndias.

É um folguedo que parece ter nascido por volta de 1930. Ocorre na mesma época que os reisados e é divisível em oito partes distintas, não interligadas, cada uma com assunto completo. A maioria dos episódios tem apenas um personagem. É ele quem canta, alternando com o coro e com o mestre.

A primeira parte mistura reminiscências de lutas entre cristãos e mouros numa briga entre caboclos (índios) e guerreiros. As sete partes restantes apresentam os seguintes personagens, cantando e dançando: estrela-d’alva, borboleta, sereia, Mateus e capitão-do-campo (que lutam), Lira (que é assassinada pelos caboclos) e o boi — o mesmo do bumba-meu-boi, revivida aqui apenas a passagem de sua morte e ressurreição.

Luís da Câmara Cascudo refere-se ainda a personagens como rei, rainha dos guerreiros e rainha da nação, primeiro e segundo embaixadores, o índio Peri, dois palhaços, damas etc. Descreve também as vestimentas: chapéus imitando catedrais, coroas, tiaras com miçangas, fitas prateadas e outros enfeites. Diz esse autor que “a coreografia é pobre, e os instrumentos constavam apenas de sanfonas (uma para cada grupo) e vários pandeiros”. Segundo sua descrição, havia dois grupos de guerreiros.

Um folguedo dos guerreiros descrito por Artur Ramos apresenta outros personagens, como o rei dos caboclos, dois contraguias, governador, dançador de entremeio e os já descritos antes.

sábado, 4 de junho de 2011

Esquenta-mulher

O esquenta-mulher é um conjunto folclórico orquestral, também conhecido por terno-de-zabumba, composto de duas flautas de taquara, um bumbo, uma caixa-surda ou surdo e, por exceção, pratos.

Muito popular em Alagoas e Pernambuco, recebeu essa denominação porque, abrindo o desfile da cavalhada, acompanhando os quilombos e outras festas do interior onde haja dança, anima as mulheres que, ao ouvi-lo, acompanham a música, ficando “esquentadas”.

Variante do cabaçal, executa todas as melodias que caem no gosto popular e que seus músicos conseguem aprender de cor. 



Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Encruzado

0 "encruzado" é uma designação de um dos passos das danças cantadas do reisado de Viçosa, Alagoas. O nome deriva da figura coreográfica do dançador, que cruza as pernas, colocando a direita em frente à esquerda e vice-versa.

O reisado é um dos autos populares próprios da época natalina que se filia ao vasto ciclo de folguedos derivados das janeiras e Reis portuguesas, como as folias de Reis de São Paulo e do Rio de Janeiro, o bumba-meu-boi do Nordeste, o reis-de-boi do Espírito Santo, o boi-de-mamão, do Paraná e Santa Catarina, o boizinho do Rio Grande do Sul, e o boi-bumbá, da Amazônia.

Em Alagoas sincretizou-se o folguedo com outra dança dramática — o auto dos congos, apresentando por isso maior riqueza e encanto em sua indumentária, na música e coreografia que o tornam, assim diferente das versões do reisado de outras regiões do país.

Tais "peças" apresentam enorme variedade de passos, alguns individualizados ou batizados tradicionalmente: o passo do gingá, o curropio, o encruzado e os diversos sapateados (tropel rebatido, cavalo manco, etc.), outros sem denominação própria mas similares a danças de outros países, como o célebre passo dos cossacos das danças russas.

Fontes: Jangada Brasil; Dicionário da Música Brasileira - Art Editora.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Corrupio

O Reisado em Viçosa, Alagoas.
O corrupio é uma designação de um dos passos das danças cantadas do reisado de Viçosa, Alagoas.
O dançarino faz com o calcanhar esquerdo um giro do tipo pião, com uma volta rápida para o mesmo lugar. A seguir, apoiado no calcanhar direito, executa a mesma figura, girando em sentido inverso.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

sábado, 26 de março de 2011

Cabocolinhos

Cabocolinhos é o nome genérico dos grupos de bailados de inspiração ameríndia que se exibem no Carnaval, nos Estados da Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Alagoas e Minas Gerais. 
Os de Recife PE apresentam, nos seus diversos grupos ou tribos, uma organização semelhante (foto).

Os Cabocolinhos Tupinambás, do município de Jaboatão, junto à capital pernambucana, por exemplo, têm como figurantes: o cacique, chefe supremo; o pajé, conselheiro; o matruá, feiticeiro; os caboclos, dançadores; a índia-chefe ou rainha, companheira do cacique; as caboclas, dançadeiras; e os meninos e meninas que representam os filhos dos caboclos.

sábado, 19 de março de 2011

Buá

O buá é uma dança talvez dramática, provavelmente relacionada com o maracatu alagoano. Mencionada por Alfredo Brandão sem esclarecimentos de se é dança pura ou dramática. O fato de esse autor descrever o buá em seguida ao reisado-do-guriabá, leva a pensar que seja dramática.
Pode ser aventado possível parentesco do buá com o maracatu, uma vez que as cantigas coreográficas brasileiras costumam nomear, nos textos, as danças a que servem.

terça-feira, 15 de março de 2011

Bate-coxa

O bate-coxa é uma dança ginástica, de origem negra, encontrada em Piaçabuçu, Alagoas, no baixo São Francisco.
Assemelha-se em parte ao batuque-boi da Bahia, ao esquinado e ao quebra-bunda. Ainda que diferente, pode ser considerado uma variante mais violenta da capoeira baiana.

Forma-se uma roda para cantar, acompanhada por um ganzá. Dois contendores, vestidos apenas com um calção, amarram os testículos para trás e aproximam-se, colocando peito com peito, apoiando-se mais nos ombros, o direito com o direito e o esquerdo com o esquerdo.

Quando a roda canta “é boi”, os contendores afastam a coxa ao máximo e as chocam num golpe rápido. Batem primeiro a coxa direita com a direita e depois a esquerda com a esquerda, sempre ao ouvir “é boi”.

A dança terminará quando um dos contendores cair após uma batida, sendo considerado vencido.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora,

quinta-feira, 10 de março de 2011

Baianá


O baianá, também conhecido como grupo-das-baianas, é um conjunto de moças pobres da cidade que dançam em locais denominados “cercados” e “latadas”.

De provável origem baiana, esses grupos existem nas regiões açucareira e jangadeira do Nordeste (Alagoas, Rio Grande do Norte) e também em São Paulo e Minas Gerais. Nestes dois Estados, sua aparição é explicada pelos grandes fluxos migratórios nordestinos.

Nascido provavelmente de uma mistura do pastoril com outras danças populares, o baianá apresenta maior riqueza musical do que coreográfica: suas melodias são alegres e divertidas, com versos glosando fatos do momento. As figurantes dividem-se em dois partidos: o azul e o encarnado.