O maculelê, segundo Alceu Maynard Araújo, é uma “dança guerreira, praticada por negros baianos, jogo de bastões num ritmo vivaz marcado pelos tambores e agogô. O canto é individual e intercalado pelo coro, onde se destacam as vozes infantis. Só homens participam dessa dança de agilidade e destreza. No centro dança sempre o melhor do grupo, escolhendo o parceiro com o qual vai esgrimir”.
Existe em Salvador e Santo Amaro BA.
Os bastões usados pelos dançarinos recebem o nome de esgrimas ou grimas. Os figurantes vestem-se de branco e aumentam o tamanho da boca, pintando de vermelho os lábios.
O maculelê é remanescente do cucumbi, e hoje tem vida própria. O emprego de bastões torna-o aparentado a outras danças, como o moçambique de São Paulo, o bate-pau de Mato Grosso, o vilão de Santa Catarina, o tum-dum-dum do Pará, o chico-do-porrete do Rio Grande do Sul.













