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terça-feira, 12 de julho de 2011

Nau-catarineta

A nau-catarineta é uma dança dramática com enredo tragicômico de uma nau sem rumo. Os personagens são o tenente-general, o capitão-patrão, o imediato, o piloto, o capitão-de-artilharia, o médico, o capelão, o contramestre, o gajeiro, o vassoura e o ração — os dois últimos, personagens cômicos. Melo Morais Filho menciona também um personagem por nome surjão (cirurgião).

Alguns participantes, vestidos de marinheiro e carregando nos ombros pequeno navio de velas içadas, desfilam no centro de um cortejo, que atravessa as ruas dançando e cantando uma marcha. Enquanto caminham, os personagens imitam o andar balançado, característico dos marujos de longo curso, e vão entoando uma canção que prenuncia os combates.

Chegados a um ponto determinado ou a uma casa, o navio é depositado, e começa a representação. O contramestre, de chapéu na mão, apresenta sua infantaria, e o auto desenvolve-se em torno do navio, sob a direção do capitão, que marca com apitos o início e o fim de cada um dos numerosos episódios, às vezes mesclados com fatos relativos a lutas contra os mouros. Isso ocorre no Ceará, na Bahia e na Paraíba, enquanto que em Pernambuco e Rio Grande do Norte não aparecem mouros nem lutas.

sábado, 4 de junho de 2011

Fandango (2)

Barca - Torrelândia, João Pessoa -  PB - 22/5/1938  ouvir  ouvir  ouvir  ouvir  ouvir  ouvir  ouvir
O "fandango" é o nome dado à chegança-de-marujos nos Estados da Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Maranhão, Amazônia, Ceará. É uma dança dramática com enredo tragicômico de uma nau sem rumo. Os personagens são o tenente-general, o capitão-patrão, o imediato, o piloto, o capitão-de-artilharia, o médico, o capelão, o contramestre, o gajeiro, o vassoura e o ração — os dois últimos, personagens cômicos. Melo Morais Filho menciona também um personagem por nome surjão (cirurgião).

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Chorado

O chorado é uma dança da marujada, observada em Bragança PA, durante as festividades de São Benedito.
Não passa de um lundu-chorado, tipo de lundu que teve grande voga no século XIX, chegando aos salões.

Os dançadores se dispõem em círculo, do qual se destaca uma mulher que, batendo os pés no chão, se dirige ao rapaz escolhido para dançar, acenando-lhe com os dedos. Só um par dança de cada vez. Com ritmo do retumbão, a característica marcante da dança é o sapateado repicado.

O chorado foi observado no Vale do Rio Doce, no Espírito Santo. 

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

Chegança-de-marujos

Barca - Torrelândia, João Pessoa -  PB - 22/5/1938  ouvir  ouvir  ouvir  ouvir  ouvir  ouvir  ouvir
A chegança-de-marujos é uma dança dramática com enredo tragicômico de uma nau sem rumo. Os personagens são o tenente-general, o capitão-patrão, o imediato, o piloto, o capitão-de-artilharia, o médico, o capelão, o contramestre, o gajeiro, o vassoura e o ração — os dois últimos, personagens cômicos. Melo Morais Filho menciona também um personagem por nome surjão (cirurgião).

Chegança

A chegança é um dos mais antigos bailados folclóricos brasileiros, levado a efeito geralmente ao ar livre. O termo provém talvez da dança homônima portuguesa do século XVIII.
Outra hipótese considera-o originário de palavras náuticas como chegar (dobrar as velas à chegada do navio) e chegada (abordagem), “que por virem da mesma raiz de chegança fizeram com que, por etimologia popular, o nome desta dança pura passasse a bailado” (Mário de Andrade).

quinta-feira, 10 de março de 2011

Bagre

O bagre é uma das danças de roda da marujada, em compasso binário simples, com características de quadrilha, típicas do estado do Pará, mais precisamente no município de Bragança, nas festas de São Benedito.

Segundo descrição de Armando Bordalo da Silva, seria uma espécie de quadrilha dançada em roda, com a participação de grande número de figurantes, dirigidos por um marcador, que dá ordens em francês deturpado. Formado inicialmente o círculo, ao comando de eia avante! os pares, de mãos dadas, dirigem-se até o centro e retornam à posição primitiva.

“Granché de dublê, grita o marcador, e os cavalheiros metem o braço direito no braço direito da dama e dão uma volta e enfiam o braço no braço da dama seguinte, até a terceira dama, quando o marcador avisa: já cheguei! Daí, em seguida, sempre comandando o granchê de dublê, prossegue o marcador, até alcançar o seu par e, igualmente, os demais participantes.