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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Marrá-paiá

O marrá-paiá é uma designação dos grupos de moçambique em Parati RJ. O nome deriva de paiá, guizo amarrado por cintas de couro às pernas dos dançadores.

Durante as festas do Divino, de Nossa Senhora do Rosário e de São Benedito, costuma ocorrer a vinda de grupos de dançadores de marrá-paiá da cidade de Cunha SP, para abrilhantarem os festejos em Parati.

Já entre os moçambiqueiros do vale do Paraíba, marrá-paiá é o nome da primeira cantoria da dança, feita por um cantor-solista e ouvida em silêncio pelos figurantes, que permanecem imóveis, com os palás nas mãos. Depois, o mesmo canto é repetido em coro, enquanto os paiás são atados abaixo dos joelhos e a dança tem início.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora e Publifolha.

Marrafa

A marrafa é uma dança do fandango de Parati RJ e do litoral paulista (Ubatuba, Cananéia, Itanhaém e llhabela).

São formadas duas rodas concêntricas, ficando as mulheres na interna e os homens na externa. As mulheres movimentam-se no sentido dos ponteiros do relógio, e os homens, ao contrário. A um sinal dos violeiros, os pares se defrontam.

As mulheres praticamente não saem do lugar, limitando-se a dar um passo muito pequeno para a direita. O cavalheiro balanceia com uma dama e depois desloca-se à direita, para balancear com outra. Esse passo é dado exatamente no momento em que o violeiro canta “Quebra na marrafa / quebra na marrafa”. O balanceio é feito sem que os pares se dêem as mãos.

A dança, que dura muito tempo, não tem palmeado nem sapateado. Pelo fato de estarem sempre rodando, os cavalheiros dançam várias vezes com a mesma dama. De vez em quando o violeiro faz uma brincadeira, que consiste em mandar quebrar a marrafa repetidamente.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Mana-joana

A mana-joana é uma dança da região de Campos, Rio de Janeiro, semelhante à mana-chica, com a diferença de que os homens usam chapéu, tirando-o em cortesia diante das damas, a cada figura que executam.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Macacos

Macacos é uma dança de fandango, remanescente de uma dança lúdica que aparecia como entremeio das danças de salão da nobreza canavieira do Rio de Janeiro.

Existe ainda em Vassouras e no litoral sul desse Estado. Em Parati RJ é dança de roda.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Jongo

O jongo é uma dança afro-brasileira do tipo batuque ou samba. Foi assinalada em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais. Recebe nomes como bendenguê (Rio de Janeiro), tambu e corimá (São Paulo), angona (Areias, São Paulo).

É dança viva no vale do Paraíba (São Paulo). Conforme a região, aparece na coreografia a umbigada.

A dança é feita em roda, no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio. Os figurantes dão passos deslizantes para frente, alternando os pés. Ao centro dança um solista ou um par, executando uma complexa coreografia, que chega a ser verdadeiro desafio de passos.

Isso, porém, tende a desaparecer, uma vez que a presença da mulher nessa dança está rareando, e os pares começam a ser formados por homens.

domingo, 29 de maio de 2011

Dança dos jardineiros

A dança-dos-jardineiros é uma dança dramática ou folguedo, provavelmente extinto.

Há referências de sua realização no Rio de Janeiro RJ, no século XIX, durante as festas do Divino Espírito Santo.

Segundo Melo Morais Filho, os figurantes se vestiam a caráter e tal costume vinha das “grandiosas festas do tempo do Rei”.

Talvez isso indique uma reminiscência da danças das corporações de ofícios, tendo em vista seu próprio nome e a existência de outras danças semelhantes, como a dança-dos-alfaiates.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Chilena

A chilena é uma dança do fandango rufado de Bananal SP e Estado do Rio de Janeiro. Tem esse nome pelo fato de ser dançada com esporas, o que lhe dá também inconfundível toque gaúcho. É Dança de roda, com um par destacado dançando ao centro.
A origem da "chilena" começou na descoberta do ouro, final do século 17, quando os bandeirantes estavam eufóricos a desbravar o país em busca de riquezas, momento em que surgem os tropeiros que viajavam meses no meio do mato, fazendo trilhas, até chegar ao lugar explorado. 

E quando caía a noite e a tropa resolvera descansar, sempre tinha um tropeiro com a viola nas costas disposto a por a turma toda pra dançar.

sábado, 9 de abril de 2011

Canoa (2)

A canoa é uma dança de fandango, semelhante à cana-verde, muito encontrada em Ubatuba SP, Parati RJ e Cunha SP.
Pertence, pois, à cultura popular do vale do Paraíba, que abrange cidades do Estado do Rio de Janeiro, inclusive litorâneas.

Os dançadores se distribuem em roda da mesma forma que na cana-verde (cada homem atrás de uma dama). Fazendo meia volta, o cavalheiro dá o braço à dama que tinha atrás de si, passando a valsar com ela. Nesse momento, os violeiros apenas tocam, sem cantar. A um sinal, os homens fazem meia volta e, novamente de costas para as damas, vão andando ritmadamente na roda que gira no sentido dos ponteiros do relógio.

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

terça-feira, 29 de março de 2011

Calango

O calango é uma dança popular em Minas Gerais (Bicas, Caratinga, Barbacena e Oliveira) e no Rio Janeiro. Consiste em baile e canto, que se podem realizar junta ou separadamente.
É dança de par enlaçado, em ritmo quaternário ou binário, sem grandes complicações coreográficas, já que repete os passos do samba urbano comum ou do antigo tango ou tanguinho carioca. 

O calango também aparece no Nordeste, onde é apenas cantado, sem dança, na forma de solo e refrão: o solista diz as quadrilhas e o coro repete o refrão.

sábado, 26 de março de 2011

Caboclo

O caboclo é uma dança do fandango de São Paulo e Rio de Janeiro, semelhante à canoa, mas com passos mais rápidos e ligeiros e balanceios mais graciosos.
A dança é subordinada ao toque da viola e ao canto, seja, os figurantes só bailam nos intervalos da cantoria, quando permanece o toque da viola. 

Fonte: Enciclopédia da Música Brasileira - Art Editora.

terça-feira, 1 de março de 2011

Mana-chica

A mana-chica é mistura do fado com as quadrilhas de roça (Campos, RJ).
Mana-chica é uma dança figurada, existente em Campos RJ, que, segundo Alberto Lamego Filho, é coreograficamente uma legítima quadrilha.
Renato Almeida assim descreve a dança, na sua terminologia francesa: “Os pares começam girando em balancé. Depois, fazem chemin das dames, findo o qual, de novo se reúnem e dão várias voltas. A seguir, a grande chaíne com sapateado. Novo chemin des dames, enquanto os cavalheiros, frente a frente, sapateiam. Afinal, os pares se reúnem”.

Ainda segundo esse auto trata-se de um tipo de dança da qual fazem parte, sob a denominação geral de fado: marreca, andorinha, mineira, magatô, barabadás, feijão-miúdo, quindim, balão faceiro, gambá ou extravagância.